O apresentador Fabrício Correia, da TH+SBT, publicou um artigo contundente exigindo que o padre Fábio de Melo se desculpe publicamente pela exposição que levou à demissão de Jair José Aguiar da Rosa, gerente da cafeteria Havanna em Joinville (SC). Intitulado “O sabor amargo do doce de leite”, o texto critica a conduta do padre no episódio que se tornou um dos assuntos mais comentados da semana.
A polêmica teve início após Fábio de Melo publicar em seus stories que teria sido tratado de forma ríspida ao questionar o preço de dois potes de doce de leite. Sem citar nomes, o padre relatou a situação para seus mais de 26 milhões de seguidores. Horas depois, a Havanna demitiu Jair José Aguiar da Rosa. No entanto, um vídeo de câmera de segurança divulgado posteriormente revelou que o gerente não cometeu qualquer ato de desrespeito — e que quem protagonizou a reclamação foi o assessor do padre.
No artigo, Fabrício afirma: “Fábio de Melo, que tantas vezes falou de perdão, empatia e humanidade, tem agora a chance de viver o que prega. O pedido de desculpas, o reconhecimento de um erro, o gesto público de reparação não diminuiria sua autoridade espiritual, ao contrário, a elevariam.”
A crítica se estende à postura da empresa, que, segundo o apresentador, “se ajoelhou diante da celebridade” e preferiu demitir o funcionário ao invés de apurar os fatos com isenção.
“A marca atropelou a dignidade de um trabalhador exemplar, que, nas imagens, se mostrou calmo, educado e profissional”, escreveu Fabrício.
Jair José Aguiar da Rosa, que atuava como gerente da unidade, declarou em entrevistas que teve a vida “destruída” após o episódio, e que nunca chegou a ofender o padre ou seu acompanhante.
O artigo de Fabrício Correia, além de cobrar coerência do religioso, convida à reflexão sobre o impacto da fama no cotidiano de trabalhadores comuns e os perigos do julgamento apressado nas redes sociais. Até o momento, o padre Fábio de Melo não se pronunciou sobre a nova repercussão do caso.
Procurado por este colunista, o apresentador reforçou a crítica.
“Fui solidário ao reverendo nos momentos de escuridão que o padre Fábio de Melo tem passado, mas ele precisa compreender que sua posição não é a mesma de um consumidor comum, não digo que não tem direitos iguais ao do consumidor comum, mas precisa ter ciência que tem uma multidão que o acompanha e da mesma forma que ele se preserva, mantendo por exemplo reservada sua condição, precisa preservar os outros.”, finalizou.



