Sidney Magal, 73, esteve na noite desta segunda-feira (20) em um cinema de São Paulo para o lançamento de “Meu Sangue Ferve Por Você”, a cinebiografia que conta sua trajetória, sobretudo a história de amor com sua esposa, Magali West. O filme teve a direção de Paulo Machline. Filipe Bragança deu vida ao personagem de Magal e Giovana Cordeiro interpretou Magali. Além deles, Emanuelle Araújo, Caco Ciocler, Julia Konrad, entre outros, também estão no elenco.
Em conversa com este colunista, Magal contou que sempre viveu intensamente.
“Não tem nada que me arrependa e nada que eu ambicione. Eu sou uma pessoa que costumo sempre viver os meus momentos intensamente, assim foi quando eu comecei a cantar nas boates de Copacabana (Rio de Janeiro) no início da minha carreira. Era uma coisa que já me deixava muito empolgado com tudo aquilo que estava acontecendo. Depois veio a carreira discográfica, disco de ouro, vieram os filmes, vieram as dublagens, as novelas, e eu fui sendo convidado, convidado, convidado e fui aceitando com muito bom humor e com muita garra e vontade fazer, por isso que foi tudo sucesso”, disse.
O artista falou da satisfação que foi receber a homenagem com essa produção cinematográfica.
“Quando fui convidado para ser homenageado nesse filme, onde minhas músicas são as mais homenageadas e minha mulher principalmente, eu fiquei muito feliz, porque é minha vida pessoal, isso quer dizer que eu consegui mostrar para o público que por trás de um artista existe um homem decente, romântico, sonhador, uma série de coisas que são importantes para a gente viver a vida, então tenho certeza que o filme vai servir para isso, para mostrar para as pessoas que por trás de artistas existem seres humanos que amam muito de verdade”, contou.

Bissexualidade
Sidney Magal revelou em entrevista recente ao programa Roda Vida, da TV Cultura, que se considera bissexual. No bate-papo com esta coluna, ele disse que o assunto nunca foi um tabu para ele.
“Nunca foi, por isso mesmo que eu deixei sair de mim meu lado mulher, meu lado feminino. Eu achava que era da maior importância eu poder agradar a todas as pessoas, de uma forma carinhosa e respeitosa acima de tudo, então para mim, isso foi muito legal […] então eu tenho certeza de que essa coisa da sexualidade bateu em mim como ‘somos donos dos nossos corpos, temos direitos sobre nós, temos que nos respeitar acima de tudo e respeitar o próximo, sendo assim, você pode qualquer coisa’. E eu tinha isso na minha cabeça, você pode ser homem, você pode ser mulher, você pode ser o ser que você quiser desde que você não incomode e não faça mal aos outros”, explicou.
Sobre a bissexualidade, Magal falou que não houve conflito de sentimentos e que era rotulado de “bichinha’, assim como Ney Matogrosso.
“Nenhum [conflito]. Quer uma pessoa mais chamada de ‘bichinha’ como eu naquela época, não tinha né!? Era eu e Ney Matogrosso, eram (sic) as duas bichinhas do mercado musical e eu achava isso delicioso, porque era o olhar da pessoa. Cabia a mim ou desfazer aquela imagem ou não desfazer, simplesmente curtir ela enquanto ela fosse muito boa pra mim. E foi sempre muito bom”, disse Magal.
O cantor opinou sobre as conquistas da comunidade LGBTQIA+ ao longo dos anos.
“Eu como já tinha a cabeça muito feita por mim mesmo para aceitar as pessoas, eu sempre achei tudo muito natural. Eu quando via que alguém não conseguia alguma coisa, eu dizia: ‘ela não conseguiu porque não tinha méritos para conseguir’. Eu nunca levei para o lado nem da crença, nem da cor, nem da política porque eu acho que essas coisas, na verdade, não fazem o caráter de um ser humano. Faz o caráter de um ser humano exatamente você se respeitar, se amar e respeitar o próximo”, concluiu.
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